Esse blog foi criado a fim de elevar os conhecimentos dos alunos frequentadores através de postagens relacionadas aos assuntos dos vestibulares e concursos militares. Sugestões, críticas, interesse, mande um email para: seligaterceiro@gmail.com
terça-feira, 31 de maio de 2011
Paraninfos e Homenageados
Decidimos com a SRL que será, por voto, um paraninfo e três homenageados e, na próxima reunião com o terceiro ano, nós decidiremos quantos vão ser ao total. Então, comente abaixo, com nome, número e turma, quem você opinará para paraninfo e homenageados:
Comentário(voto) Padrão
Aluno: NOME / Nº: XXXX / Turma: 30X
Paraninfo: NOME SOBRENOME
Homenageados: NOME SOBRENOME
NOME SOBRENOME
NOME SOBRENOME
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Texto 1
A emoção estética na arte moderna
Graça Aranha
Para muitos de vós a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje, é uma aglomeração de "horrores". Aquele Gênio supliciado, aquele homem amarelo, aquele carnaval alucinante, aquela paisagem invertida se não são jogos da fantasia de artistas zombeteiros, são seguramente desvairadas interpretações da natureza e da vida. Não está terminado o vosso espanto. Outros "horrores" vos esperam. Daqui a pouco, juntando-se a esta coleção de disparates, uma poesia liberta, uma música extravagante, mas transcendente, virão revoltar aqueles que reagem movidos pelas forças do Passado. Para estes retardatários a arte ainda é o Belo.
Nenhum preconceito é mais perturbador à concepção da arte que o da Beleza. Os que imaginam o belo abstrato são sugestionados por convenções forjadoras de entidades e conceitos estéticos sobre os quais não pode haver uma noção exata e definitiva. Cada um que se interrogue a si mesmo e responda que é a beleza? Onde repousa o critério infalível do belo? A arte é independente deste preconceito. É outra maravilha que não é a beleza. É a realização da nossa integração no Cosmos pelas emoções derivadas dos nossos sentidos, vagos e indefiníveis sentimentos que nos vêm das formas, dos sons, das cores, dos tatos, dos sabores e nos levam à unidade suprema com o Todo Universal. Por ela sentimos o Universo, que a ciência decompõe e nos faz somente conhecer pelos seus fenômenos. Por que uma forma, uma linha, um som, uma cor nos comovem, nos exaltam e transportam ao universal? Eis o mistério da arte, insolúvel em todos os tempos, porque a arte é eterna e o homem é por excelência o animal artista. O sentimento religioso pode ser transmudado, mas o senso estético permanece inextinguível, como o Amor, seu irmão imortal. O Universo e seus fragmentos são sempre designados por metáforas e analogias, que fazem imagens. Ora, esta função intrínseca do espírito humano mostra como a função estética, que é a de idear e imaginar, é essencial à nossa natureza.
A emoção geradora da arte ou a que esta nos transmite é tanto mais funda, mais universal quanto mais artista for o homem, seu criador, seu intérprete ou espectador. Cada arte nos deve comover pelos seus meios diretos de expressão e por eles nos arrebatar ao Infinito.
A pintura nos exaltará, não pela anedota, que por acaso ela procure representar, mas principalmente pelos sentimentos vagos e inefáveis que nos vêm da forma e da cor.
Que importa que o homem amarelo ou a paisagem louca, ou o Gênio angustiado não sejam o que se chama convencionalmente reais? O que nos interessa é a emoção que nos vem daquelas cores intensas e surpreendentes, daquelas formas estranhas, inspiradoras de imagens e que nos traduzem o sentimento patético ou satírico do artista. Que nos importa que a música transcendente que vamos ouvir não seja realizada segunda as fórmulas consagradas? O que nos interessa é a transfiguração de nós mesmos pela magia do som, que exprimirá a arte do músico divino. É na essência da arte que está a Arte. É no sentimento vago do Infinito que está a soberana emoção artística derivada do som, da forma e da cor. Para o artista a natureza é uma "fuga" perene no Tempo imaginário. Enquanto para os outros a natureza é fixa e eterna, para ele tudo passa e a Arte é a representação dessa transformação incessante. Transmitir por ela as vagas emoções absolutas vindas dos sentidos e realizar nesta emoção estética a unidade com o Todo é a suprema alegria do espírito.
Se a arte é inseparável, se cada um de nós é um artista mesmo rudimentar, porque é um criador de imagens e formas subjetivas, a Arte nas suas manifestações recebe a influência da cultura do espírito humano.
Toda a manifestação estética é sempre precedida de um movimento de idéias gerais, de um impulso filosófico, e a Filosofia se faz Arte para se tornar Vida. Na antigüidade clássica o surto da arquitetura e da escultura se deve não somente ao meio, ao tempo e à raça, mas principalmente à cultura matemática, que era exclusiva e determinou a ascendência dessas artes da linha e do volume. A própria pintura dessas épocas é um acentuado reflexo da escultura. No renascimento, em seguida à perquirição analítica da alma humana, que foi a atividade predominante da idade média, o humanismo inspirou a magnífica floração da pintura, que na figura humana procurou exprimir o mistério das almas. Foi depois da filosofia natural do século XVII que o movimento panteístico se estendeu à Arte e à Literatura e deu à Natureza a personificação que raia na poesia e na pintura da paisagem. Rodin não teria sido o inovador, que foi na escultura, se não tivesse havido a precedência da biologia de Lamarck e Darwin. O homem de Rodin é o antropóide aperfeiçoado.
E eis chegado o grande enigma que é o precisar as origens da sensibilidade na arte moderna. Este supremo movimento artístico se caracteriza pelo mais livre e fecundo subjetivismo. É uma resultante do extremado individualismo que vem vindo na vaga do tempo há quase dois séculos até se espraiar em nossa época, de que é feição avassaladora.
Desde Rousseau o indivíduo é a base da estrutura social. A sociedade é um ato da livre vontade humana. E por este conceito se marca a ascendência filosófica de Condillac e da sua escola. O individualismo freme na revolução francesa e mais tarde no romantismo e na revolução social de 1848, mas a sua libertação não é definitiva. Esta só veio quando o darwinismo triunfante desencadeou o espírito humano das suas pretendidas origens divinas e revelou o fundo da natureza e as suas tramas inexoráveis. O espírito do homem mergulhou neste insondável abismo e procurou a essência das coisas. O subjetivismo mais livre e desencantado germinou em tudo. Cada homem é um pensamento independente, cada artista exprimirá livremente, sem compromissos, a sua interpretação da vida, a emoção estética que lhe vem dos seus contatos com a natureza. É toda a magia interior do espírito se traduz na poesia, na música e nas artes plásticas. Cada um se julga livre de revelar a natureza segundo o próprio sentimento libertado. Cada um é livre de criar e manifestar o seu sonho, a sua fantasia íntima desencadeada de toda a regra, de toda a sanção. O cânon e a lei são substituídos pela liberdade absoluta que os revela, por entre mil extravagâncias, maravilhas que só a liberdade sabe gerar. Ninguém pode dizer com segurança onde o erro ou a loucura na arte, que é a expressão do estranho mundo subjetivo do homem. O nosso julgamento está subordinado aos nossos variáveis preconceitos. O gênio se manifestará livremente, e esta independência é uma magnífica fatalidade e contra ela não prevalecerão as academias, as escolas, as arbitrárias regras do nefando bom gosto, e do infecundo bom-senso. Temos que aceitar como uma força inexorável a arte libertada. A nossa atividade espiritual se limitará a sentir na arte moderna a essência da arte, aquelas emoções vagas transmitidas pelos sentidos e que levam o nosso espírito a se fundir no Todo infinito.
Este subjetivismo é tão livre que pela vontade independente do artista se torna no mais desinteressado objetivismo, em que desaparece a determinação psicológica. Seria a pintura de Cézanne, a música de Strawinsky reagindo contra o lirismo psicológico de Debussy procurando, como já se observou, manifestar a própria vida do objeto no mais rico dinamismo, que se passa nas coisas e na emoção do artista.
Esta talvez seja a acentuação da moda, porque nesta arte moderna também há a vaga da moda, que até certo ponto é uma privação da liberdade. A tirania da moda declara Debussy envelhecido e sorri do seu subjetivismo transcendente, a tirania da moda reclama a sensação forte e violenta da interpretação construtiva da natureza pondo-se em íntima correlação com a vida moderna na sua expressão mais real e desabusada. O intelectualismo é substituído pelo objetivismo direto, que, levado ao excesso, transbordará do cubismo no dadaísmo. Há uma espécie de jogo divertido e perigoso, e por isso sedutor, da arte que zomba da própria arte. Desta zombaria está impregnada a música moderna que na França se manifesta no sarcasmo de Eric Satie e que o grupo dos "seis" organiza em atitude. Nem sempre a fatura desse grupo é homogênea, porque cada um dos artistas obedece fatalmente aos impulsos misteriosos do seu próprio temperamento, e assim mais uma vez se confirma a característica da arte moderna que é a do mais livre subjetivismo.
É prodigioso como as qualidades fundamentais da raça persistem nos poetas e nos outros artistas. No Brasil, no fundo de toda a poesia, mesmo liberta, jaz aquela porção de tristeza, aquela nostalgia irremediável, que é o substrato do nosso lirismo. É verdade que há um esforço de libertação dessa melancolia racial, e a poesia se desforra na amargura do humorismo, que é uma expressão de desencantamento, um permanente sarcasmo contra o que é e não devia ser, quase uma arte de vencidos. Reclamemos contra essa arte imitativa e voluntária que dá ao nosso "modernismo" uma feição artificial. Louvemos aqueles poetas que se libertam pelos seus próprios meios e cuja força de ascensão lhes é intrínseca. Muitos deles se deixaram vencer pela morbidez nostálgica ou pela amargura da farsa, mas num certo instante o toque da revelação lhes chegou e ei-los livres, alegres, senhores da matéria universal que tornam em matéria poética.
Destes, libertados da tristeza, do lirismo e do formalismo, temos aqui uma plêiade. Basta que um deles cante, será uma poesia estranha, nova, alada e que se faz música para ser mais poesia. De dois deles, nesta promissora noite, ouvireis as derradeiras "imaginações". Um é Guilherme de Almeida, o poeta de "Messidor", cujo lirismo se destila sutil e fresco de uma longínqua e vaga nostalgia de amor, de sonho e de esperança, e que, sorrindo, se evola da longa e doce tristeza para nos dar nas Canções Gregas a magia de uma poesia mais livre do que a Arte. O outro é o meu Ronald de Carvalho, o poeta da epopéia da "Luz Gloriosa" em que todo o dinamismo brasileiro se manifesta em uma fantasia de cores, de sons e de formas vivas e ardentes, maravilhoso jogo de sol que se torna poesia! A sua arte mais aérea agora, nos novos epigramas, não definha no frívolo virtuosismo que é o folguedo do artista. Ela vem da nossa alma, perdida no assombro do mundo, e é a vitória da cultura sobre o terror, e nos leva pela emoção de um verso, de uma imagem, de uma palavra, de um som à fusão do nosso ser no Todo infinito.
A remodelação estética do Brasil iniciada na música de Villa-Lobos, na escultura de Brecheret, na pintura de Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, e na jovem e ousada poesia, será a libertação da arte dos perigos que a ameaçam do inoportuno arcadismo, do academismo e do provincialismo.
O regionalismo pode ser um material literário, mas não o fim de uma literatura nacional aspirando ao universal. O estilo clássico obedece a uma disciplina que paira sobre as coisas e não as possui.
Ora, tudo aquilo em que o Universo se fragmenta é nosso, são os mil aspectos do Todo, que a arte tem que recompor para lhes dar a unidade absoluta. Uma vibração íntima e intensa anima o artista neste mundo paradoxal que é o Universo brasileiro, e ela não se pode desenvolver nas formas rijas do arcadismo, que é o sarcófago do passado. Também o academismo é a morte pelo frio da arte e da literatura. (...)
O que hoje fixamos não é a renascença de uma arte que não existe. É o próprio comovente nascimento da arte no Brasil, e, como não temos felizmente a pérfida sombra do passado para matar a germinação, tudo promete uma admirável "florada" artística. E, libertos de todas as restrições, realizaremos na arte o Universo. A vida será, enfim, vivida na sua profunda realidade estética. O próprio Amor é uma função da arte, porque realiza a unidade integral do Todo infinito pela magia das formas do ser amado. No universalismo da arte estão a sua força e a sua eternidade. Para sermos universais façamos de todas as nossas sensações expressões estéticas, que nos levem a à ansiada unidade cósmica. Que a arte seja fiel a si mesma, renuncie ao particular e faça cessar por instantes a dolorosa tragédia do espírito humano desvairado do grande exílio da separação do Todo, e nos transporte pelos sentimentos vagos das formas, das cores, dos sons, dos tatos e dos sabores à nossa gloriosa fusão no Universo.
Prefácio Interessantíssimo
Mário de Andrade
Leitor:
Está fundado o Desvairismo.
Este prefácio, apesar de interessante, inútil.
Alguns dados. Nem todos. Sem conclusões. Para quem me aceita são inúteis ambos. Os curiosos terão o prazer em descobrir minhas conclusões, confrontando obra e dados. Para que me rejeita trabalho perdido explicar o que, antes de ler, já não aceitou.
Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo.
Aliás muito difícil nesta prosa saber onde termina a blague, onde principia a seriedade. Nem eu sei.
E desculpem-me por estar tão atrasado dos movimentos artísticos atuais. Sou passadista, confesso. Ninguém pode se libertar duma só vez das teorias-avós que bebeu; e o autor deste livro seria hipócrita si pretendesse representar orientação moderna que ainda não compreende bem.
Não sou futurista (de Marinetti). Disse e repito-o. Tenho pontos de contacto com o futurismo. Oswald de Andrade, chamando-me de futurista, errou. A culpa é minha. Sabia da existência do artigo e deixei que saísse. Tal foi o escândalo, que desejei a morte do mundo. Era vaidoso. Quis sair da obscuridade. Hoje tenho orgulho. Não me pesaria reentrar na obscuridade. Pensei que se discutiram minhas idéias (que nem são minhas): discutiram minhas intenções. Já agora não me calo. Tanto ridicularizaram meu silêncio como esta grita. Andarei a vida de braços no ar, como indiferente de Watteau.
Um pouco de teoria?
Acredito que o lirismo, nascido no subconsciente, acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas sílabas, com acentuação determinada.
A inspiração é fugaz, violenta. Qualquer impecilho a perturba e mesmo emudece. Arte, que, somada a Lirismo, dá Poesia, não consiste em prejudicar a doida carreira do estado lírico para avisa-lo das pedras e cercas de arame do caminho. Deixe que tropece, caia e se fira. Arte é mondar mais tarde o poema de repetições fastientas, de sentimentalidades românticas, de pormenores inúteis ou inexpressivos.
Que Arte não seja porém limpar versos de exageros coloridos. Exagero: símbolo sempre novo da vida como sonho. Por ele vida e sonho se irmanaram. E, consciente, não é defeito, mas meio legítimo de expressão.
"O vento senta no ombro das tuas velas" Shakespeare. Homero já escrevera que a terra mugia debaixo dos pés de homens e cavalos. Mas você deve saber que há milhões de exageros na obra dos mestres.
Belo da arte: arbitrário, convencional, transitório - questão de moda. Belo da natureza: imutável, objetivo, natural - tem a eternidade que a natureza tiver. Arte não consegue reproduzir a natureza, nem este é seu fim. Todos os grandes artistas, ora consciente (Rafael das Madonas, Rodin do Balzac, Beethoven da Pastoral, Machado de Assis de Brás Cubas), ora inconscientemente (a grande maioria), foram deformadores da natureza. Donde infiro que o belo artístico, tanto mais subjetivos quanto mais se afastar do belo natural. Outros infiram o que quiserem. Pouco me importa.
O impulso lírico clama dentro de nós como turba enfuriada. Seria engraçadíssimo que esta dissesse: "Alto lá! Cada qual berre por sua vez; e quem tiver o argumento mais forte, guarde-o para o fim!" A turba é confusão aparente. Quem souber afastar-se idealmente dela, verá o impotente desenvolver-se dessa alma coletiva, falando a retórica exata das reivindicações. Minhas reivindicações? Liberdade. Uso dela; não abuso. Sei embricá-la nas minhas verdades filosóficas e religiosas, não convencionais como a Arte, são verdades. Tanto não abuso! Não pretendo obrigar ninguém a seguir-me. Costumo andar sozinho.
Virgílio, Homero, não usaram rima: Virgílio, Homero, têm assonâncias admiráveis.
A língua brasileira é das mais ricas e sonoras. E possui o admirabilíssimo "ão".
Marinetti foi grande quando redescobriu o poder sugestivo, associativo, simbólico, universal, musical da palavra liberdade. Aliás: velha como Adão. Marinetti errou: fez dela sistema. É apenas auxiliar poderosíssimo. Uso palavras em liberdade. Sinto que meu copo é grande demais para mim, e inda bebo no copo dos outros.
Sei construir teorias engenhosas. Quer ver? A poética está muito mais atrasada que a música. Esta abandonou, talvez mesmo antes do século 8, o regime da melodia quando muito oitava, para enriquecer-se com os infinitos recursos da harmonia. A poética, com rara exceção até meados do século 19 francês, foi essencialmente melódica. Chamo de verso melódico o mesmo que a melodia musical: arabesco horizontal de vozes (sons) consecutivas, contendo pensamento inteligível.
Ora, si em vez de unicamente usar versos melódicos horizontais:
"Mnezarete, a divina, a pálida Frinéia comparece ante a austera e rígida assembléia do Aerópago supremo..." fizemos que se sigam palavras sem ligação imediata entre si: estas palavras, pelo fato mesmo de não seguirem intelectual, gramaticalmente, se sobrepõem umas às outras, para nossa sensação, formando, não mais melodias, mas harmonias.
Explico melhor: Harmonia: combinação de sons simultâneos.
Exemplo: "Arroubos.. Lutas... Setas... Cantigas... Povoar!..." Estas palavras não se ligam. Não formam enumeração. Cada uma é fase, período elíptico, reduzido ao mínimo telegráfico. Si pronuncio "Arroubos", como não faz parte de frase (melodia), a palavra chama atenção para seu insulamento e fica vibrando, à espera duma frase que lhe faço adquirir significado e que não vem."Lutas" não dá conclusão alguma a "Arroubos"; e, nas mesmas condições, não fazendo esquecer a primeira palavra, fica vibrando com ela. As outras vozes fazem o mesmo. Assim: em vez de melodia (frase gramatical) temos acorde arpejado, harmonia, - o verso harmônico. Mas, si em vez de usar só palavras soltas, uso frases soltas: mesma sensação de superposição, não já de palavras (notas) mas de frases (melodias). Portanto: polifonia poética. Assim, em "Paulicéia Desvairada" usam-se o verso melódico: "São Paulo é um palco de bailado russos"; o verso harmônico: "A cainçalha... A Bolsa... As jogatinas..." e a polifonia poética (um e às vezes dois e mesmo mais versos consecutivos): "A engrenagem trepida... Abruma neva..." Que tal? Não se esqueça porém que outro virá destruir tudo isto que construí.
Pronomes? Escrevo brasileiro. Si uso ortografia portuguesa é porque, não alterando o resultado, dá-me uma ortografia.
Escrever arte moderna não significa jamais para mim representar a vida atual no que tem de exterior: automóveis, cinema, asfalto. Si estas palavras freqüentam-me o livro é porque pense com elas escrever moderna, mas porque sendo meu livro moderno, elas têm nele sua razão de ser.
Mas todo este prefácio, com todo a disparate das teorias que contém, não vale coisíssima nenhuma. Quando escrevi "Paulicéia Desvairada" não pensei em nada disto. Garanto porém que chorei, que cantei, que ri, que berrei... Eu vivo!
Aliás versos não se escrevem para leitura de olhos mudos. Versos cantam-se, urram-se, choram-se Quem não souber cantar não leia Paisagem nº 1. Quem não souber urrar não leia Ode ao Burguês. Quem não souber rezar, não leia Religião. Desprezar: A Escalada. Sofre: Colloque Sentimental. Perdoar: a cantiga do berço, um dos solos de Minha Loucura, das Enfibraturas do Ipiranga. Não continuo. Repugna-me dar a chave de meu livro. Quem for como eu tem essa chave.
E está acabada a escola poética "Desvairismo".
Próximo livro fundarei outra.
E não quero discípulos. Em arte: escola=imbecilidade de muitos para vaidade dum só.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Depoimento da professora Amanda Gurgel
Achei de suma importancia compartilhar esse defabafo com vocês, frequentadores do Blog:
ENEM e Concursos Militares
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Bom pessoal, espero que essas informações tenham sido úteis para vocês. SE LIIIIGA, TERCEIRÃO!
David
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Alguns conceitos geográficos
@seligaterceirao
Criamos um perfil no Twitter. Nosso objetivo é passar pequenos avisos sobre atividades gerais do Terceirão e também comentários 'interessantes' dos nossos colaboradores.
Será também uma área mais extrovertida para conversamos com vocês, que nos ajudam a fazer o Blog. Esperamos que todos tenham boas dicas para nós =)
Ah! Também estamos estudando a ideia de fazermos um Facebook...
Enfim, se você possui um Twitter procure e SIGA o @seligaterceirao . Se você ainda não tem perfil no twitter, por favor, providencie. E depois faça o que está escrito no começo do parágrafo =P
Se Liga Terceirão!!!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Xenofobia e Redes Sociais
Foi durante o jogo do Ceará versus Flamengo, pela Copa do Brasil. A jovem, que se chama Amanda Régis, revoltada com a parcial eliminação do rubro-negro no campeonato, soltou esta pérola:
Você pode pensar: “E isso é xenofobia? Aversão a estrangeiros?”. Entenda estrangeiros como pessoas não-naturais de um bairro, cidade, estado, país; um estranho a um local. Ela demonstrou, sim, um preconceito ignorante em relação ao Nordeste do país. Outras pessoas também seguiram os passos dela e demonstraram sua revolta com provocações e palavras xulas. Mas a maioria gritante foi contra tal atitude e isso causou o maior rebuliço na rede social.
A hashtag #OrgulhoDeSerNordestino rapidamente foi aos Trending Topics (tópicos mais comentados) e várias pessoas demonstraram a revolta com o comentário de @_AmandaRegis e outros indivíduos, alguns até devolvendo com a mesma moeda, com a mesma ignorância.
A jovem apagou a mensagem em que ela apresenta a atitude preconceituosa, pediu desculpas e até declarou estar se afastando por um tempo da rede social. Tarde demais. A OAB-CE entrou com uma ação no Ministério Público Federal contra Amanda, por conta das mensagens infelizes.
Um caso parecido aconteceu em outubro de 2010, quando uma jovem estudante de Direito (sim, DIREITO) postou mensagens infelizes se referindo aos nordestinos devido à eleição da presidente Dilma. Mayara Petruso teve de largar a faculdade de Direito e perdeu o estágio, além de preferir uma vida reclusa a partir de então, por conta da retaliação das pessoas.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Funções Orgânicas
galera, vou colocar o link de uma apostila de química para quem não tem a ficha do professor toda completa
APOSTILA DE QUIÍMICA
segunda-feira, 9 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Covest deve fazer mudanças (Diário de Pernambuco,05/05/11)

O sistema de inscrição do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deverá sofrer mudanças a partir deste ano. O departamento de informática da Comissão de Vestibular (Covest), responsável pela 2ª fase do concurso, já estuda a implementação de uma série de recomendações sugeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco. Entre outras exigências, o MPF quer que os estudantes mostrem a documentação que confirma o direito ao bônus de 10% na nota, benefício exclusivo dos alunos da rede pública, antes da matrícula. As novidades valerão tanto para o vestibular quanto para os outros concursos organizados pela Covest.
As medidas deverão ser acatadas para evitar constrangimentos como os que aconteceram no início deste ano, quando alunos de escolas particulares, que não tinham direito ao bônus, acabaram tendo seus nomes divulgados na lista de aprovados e foram barrados na matrícula. Na época, foram ajuizadas várias ações judiciais com pedidos de indenização.
O MPF quer que o comunicado de confirmação de inscrição (CCI) retrate as opções feitas pelos alunos, incluindo eventuais alterações realizadas, ou que se crie outro mecanismo que acuse a divergência entre a opção mais atual e a registrada no documento. A Covest também pode adotar um processo de autenticação online.
Segundo o presidente da Covest, Armando Cavalcanti, a lista de sugestões do MPF foi enviada à sede da Comissão na última segunda-feira. “As recomendações foram repassadas ao departamento de informática, que analisa como poderemos cumpri-las”, explica Cavalcanti. Ele afirmou que só poderá confirmar quais mudanças serão implantadas quando receber um relatório do departamento de informática, na próxima semana.
COMENTÁRIO: A CAPA DO JORNAL DE HOJE TRAZ ESTA FOTO BELÍSSIMA DA BARRAGEM DE TAPACURÁ, EM SÃO LOURENÇO DA MATA, SANGRANDO. UMA LIÇÃO DE BOM JORNALISMO.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Capa de Trabalho CMR
Bom, agora com as novas normas da seção técnica de ensino, todos os trabalhos realizados pelos alunos devem ter uma capa padrão. Vamos disponibilizar o link dessa capa logo abaixo:
CAPA - DOWNLOAD
agradecimentos: www.deltat.pro.br
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Morte de Bin Laden
Pessoas foram às ruas, agitando bandeiras estreladas, e por todo território americano pode-se escutar brados (USA! USA!...). Uma verdadeira festa comemorando a morte do terrorista mais procurado da atualidade.
Não é difícil entender toda essa alegria que vem do ódio por um homem. Bin Laden foi o principal arquiteto pelo atentado de 11 de Setembro e de outros ataques. Mas é preciso entender que Osama não alterou apenas a paisagem de Manhattan derrubando dois prédios. Ele não apenas abriu uma ferida no coração de pessoas que perderam entes naquele dia fatídico.
Ele dilacerou a alma norte-americana. De um modo que ninguém esperava.
Foram 2974 vidas inocentes perdidas.
Nessa madrugada acabou também uma das maiores caçadas da história. Em busca da Justiça, o governo dos EUA junto com outros países do globo deflagrou a Guerra ao Terror. Que não visava apenas a captura de Bin Laden. Visava também a queda do poder do Terrorismo.
Mas aí temos um pequeno problema. Você precisa tomar cuidado ao tentar fazer justiça. A divisa entre Justiça e Vingança é muito tênue. E nós, quando estamos envolvidos tão profundamente não a enxergamos com clareza.
Foram mais de 20.000 mortos (principalmente no Afeganistão) enquanto se procurava por Paz e Justiça...
Gostaríamos de deixar bem claro que esse Blog não tende para nenhum lado. Apenas passamos informações que possam ajudá-los de algum modo.
Lembro-me que durante os ataques de 2001 fiquei pasmo de como alguém era capaz de ceifar tantas vidas inocentes. Também me recordo que me assustei ao ver que essas primeiras vítimas também começaram a fazer as mesmas coisas, esquecendo-se de como sofreram.
Hoje não esbocei nenhuma reação, ao ver as pessoas comemorarem a morte de um criminoso. Além diso, chegamos a um ponto perigoso, em que a definição de criminoso depende (geralmente) da sua religião e do seu país.
E agora qual será a continuidade? Atentados revanchistas? Bomba Nuclear na Europa? Ocupações de territórios sem prazo para acabar?
E então, quem é o Vilão?
...
Se Liga Terceirão!!!
