segunda-feira, 11 de abril de 2011

Revoltas no mundo Árabe: Líbia



Bom, a Líbia é a terceira nação do mundo árabe a enfrentar uma revolta popular desde o fim do ano passado. Os manifestantes pedem a renuncia do atual presidente ditador Muammar Kadhafi, que já está no governo há quase 42 anos. A onda de protestos em países do Oriente Médio e norte da África, inspirados no levante que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, já provocou a renuncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que permaneceu por 30 anos no poder. Os protestos se espalham também por Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã.



No governo desde 1969, Kadhafi afirma que só deixa o cargo morto, “como um mártir”. Uma das principais causas dos protestos é a má distribuição da riqueza do país. Cerca de um terço dos líbios vive na pobreza. Alguns dos problemas apontados pelos manifestantes sãos os mesmos dos jovens egípcios: desemprego, alto preço dos alimentos, importação da maior parte dos alimentos necessários ao abastecimento e gastos com arsenal militar.

As manifestações começaram no leste do país, onde a popularidade do ditador é historicamente mais baixa. As cidades de Benghazi, segunda maior do país e foco dos protestos, Tobruk e Derna foram tomadas por oposicionistas. Minsratah e Zawiya, mais próximas à capital, Trípoli, também ficaram sob controle dos rebeldes. O comando ficou a cargo de "conselhos populares" que se formaram nos últimos dias e se uniram em torno do Conselho Popular Líbio, com sede em Benghazi.

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